Poetry: Perfeição Imperfeita

Oi pessoal espero que curtam mais essa poesia da temporada Poetry, que vai até quando eu estiver nesse meu ritmo super criativo kkkk Então espero que gostem

Ia por carregar por entre as linhas do tempo

Todas minhas correntes

Todos os resultados de minhas ações

E meu herói apareceu

E foi de confronto a dor dentro de meu coração

Para catar os cacos de mim

E aos poucos

Foi vencendo todas as desilusões

Foi aos poucos

Reconstruindo meu coração

E sim eu me apaixonei

E não foi por um príncipe encantado

Nem veio num cavalo branco

Ou ao menos disse que teríamos um final feliz

Mas que quer viver um conto de fadas?

Quem quer se iludir?

Como o não necessita do sim para existir

Como a noite necessita do dia

Como o silêncio necessita do som

Necessito de ti

Necessita-se de mais românticos

Mas que saibam de amar de todos os jeitos

Necessita-se de erros

Sem eles não seriamos humanos

Necessita-se de liberdade

Mas aquela que sempre te levara ao caminho marcado

E eu necessito de ti

Minha perfeição imperfeita

Sim, eu me apaixonei

E não foi por um príncipe encantado

Nem veio num cavalo branco

Ou ao menos disse que teríamos um final feliz

Mas que quer viver um conto de fadas?

Quem quer se iludir?

E posso até estar errada

Posso ate estar sendo tola

Mas quero o amor

O amor mais puro

O amor mais selvagem

Aquele cheio de erros

Mas também cheios de acertos

O amor cheio de vida

Cheio de nós

Alls.

O menino que carregava água na peneira

peneiraTenho um livro sobre águas e meninos.
Gostei mais de um menino
que carregava água na peneira.

A mãe disse que carregar água na peneira
era o mesmo que roubar um vento e sair
correndo com ele para mostrar aos irmãos.

A mãe disse que era o mesmo que
catar espinhos na água
O mesmo que criar peixes no bolso.

O menino era ligado em despropósitos.
Quis montar os alicerces de uma casa sobre orvalhos.
A mãe reparou que o menino
gostava mais do vazio
do que do cheio.
Falava que os vazios são maiores
e até infinitos.

Com o tempo aquele menino
que era cismado e esquisito
porque gostava de carregar água na peneira

Com o tempo descobriu que escrever seria
o mesmo que carregar água na peneira.

No escrever o menino viu
que era capaz de ser
noviça, monge ou mendigo
ao mesmo tempo.

O menino aprendeu a usar as palavras.
Viu que podia fazer peraltagens com as palavras.
E começou a fazer peraltagens.

Foi capaz de interromper o vôo de um pássaro
botando ponto final na frase.

Foi capaz de modificar a tarde botando uma chuva nela.

O menino fazia prodígios.
Até fez uma pedra dar flor!
A mãe reparava o menino com ternura.

A mãe falou:
Meu filho, você vai ser poeta.
Você vai carregar água na peneira a vida toda.

Você vai encher os
vazios com as suas
peraltagens
e algumas pessoas
vão te amar por seus
despropósitos.

(Manoel de Barros)

Coloque este lindo poema aqui a pedido de Leila, “eu achei que o poema tem haver com a gente hahaha apesar de vc n ser poeta, ainda hahha”, falou a menina “bordada com rimas e melodia” (:
xoxo,
Lilah.